Se tivéssemos que indicar um risco nesse irreversível processo de informatização que paira sobre nós e está em plena atuação não apenas na poesia, mas na inteira sociedade, aconselharíamos não ficar submisso aos softwares que outros inventaram e aperfeiçoaram. Aconselharíamos evitar por todos os meios aquele clima de liberdade vigiada onde aparentemente podemos fazer tudo, mas na realidade nada fazemos, ou melhor, fazemos aquilo que os outros nos permitem fazer. Eis porque apreciamos aqueles poetas pesquisadores que criam ex novo seus softwares: Tibor Papp, Jacques Donguy, Eduardo Kac, Fabio Doctorovitch.

A voz -- instrumento de criação, Enzo Minarelli, revista Sibila, ano 5 : n. 8-9 : 2005,  p. 198.


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